Os Piores Filmes Pornôs Brasileiros de Todos os Tempos

O cinema pornô chegou atrasado ao Brasil, por culpa da ditadura militar, que insistia em manter padrões morais dignos dos anos 50.

Enquanto nos Estados Unidos e Europa o gênero tomava conta de salas dedicadas exclusivamente a esse tipo de filme (o vídeo cassete não havia sido inventado ainda, quem dirá o DVD) desde os anos 60, no Brasil não se mostrava nem nudez frontal.

Foi só no começo da década de 80 que os primeiros filmes, clássicos como Garganta Profunda e O Diabo na Carne de Miss Jones chegaram por essas plagas. Influenciados pela produção barata e retorno garantido, nossos “cineastas” meteram a mão na massa e começaram a produzir em escala industrial.

Essa produção era de uma qualidade que ia do horrível ao insuportável, mas atendia a seu público, sedento por baixarias de qualquer tipo. Por quase uma década, a “Boca do Lixo” paulista produziu clássicos absolutos do que poderia ser chamado de pornô-trash, com seus títulos no mínimo pitorescos.

Coisas Eróticas (1983)

O primeiro filme de sexo explícito produzido no Brasil é também um dos piores do mundo. O galã é barrigudo e tem cara de pedreiro, as atrizes não passariam nem em testes para comercial de funerária.

Três histórias curtas e involuntariamente engraçadas. Para você ter uma ideia, em uma delas um dos personagens tem a mesma voz do dublador do Fred Flintstone na época, isso se não for o próprio.

Oh! Rebuceteio (1984)

Oh! Rebuceteio

Provavelmente o único clássico brasileiro do gênero, o título apelativo na verdade vem da peça Oh! Calcutá. Já foi resenhado até por José Wilker, o que também não quer dizer grande coisa.

A história abusa de meta-linguagem e orgias, não necessariamente nessa ordem, para contar as aventuras de um diretor que quer deixar seu elenco à vontade com seus personagens.

24 Horas de Sexo Explícito

24 Horas de Sexo Explícito

Também conhecido como 24 Horas de Sexo Ardente, é o maior sucesso de bilheteria de José Mojica Marins, o popular Zé do Caixão.

Mojica voltaria a dirigir o gênero no início dos anos 2000, antes do sucesso no mercado internacional.

Tem até um pastor alemão contracenando com uma atriz mais feia do que ele próprio, e olha que estamos falando de espécies diferentes.

Senta no Meu, Que Eu Entro na Tua (1985)

Duas histórias: na primeira, mulher tem uma vagina falante; na segunda, um pênis nasce na cabeça de um homem.

O que dizer depois de uma descrição dessas?

Senta no Meu...

– Professor Girafales, o senhor por aqui?

O Etesão (1986)

Os filmes dessa época têm a característica em comum de sempre apresentar uma história (tosca) entre as cenas de sexo.

Quando faltava inspiração, se é que havia alguma, recorria-se a sucessos hollywoodianos, e aí valia de tudo, da Roma Antiga a Extra-Terrestres, caso de O Etesão.

A história?

Um ET muito parecido com o de Spielberg, para não dizer igual, deixa as pessoas excitadas quando seu dedo acende.

Compartilhe no Facebook